Conheça alguns dos projetos que a Repsol Sinopec desenvolve para captura e uso de CO₂
Repsol Sinopec desenvolve projetos de Pesquisa e Desenvolvimento voltados à captura e ao uso de dióxido de carbono (CO₂) em diferentes aplicações. As iniciativas estudam tecnologias capazes de retirar o gás diretamente do ar e utilizá-lo como matéria-prima, e avaliam caminhos para ampliar a escala e a aplicação dessas soluções.
Conheça alguns programas:
O Programa DAC concentra as pesquisas em captura direta de CO₂ do ar. Entre suas iniciativas está o comissionamento do DAC 300TA, uma planta experimental instalada no Brasil com capacidade para capturar até 300 toneladas de CO₂ por ano. O equipamento conta com 20 reatores e permite testar diferentes materiais adsorventes sob as mesmas condições ambientais, contribuindo para o estudo da eficiência do processo em clima tropical úmido.
O programa também reúne projetos que estudam como aumentar a escala e a eficiência da captura direta de carbono. Entre eles está o DAC 5000, voltado ao desenvolvimento das bases técnicas para o escalonamento para uma unidade DAC com capacidade de até 5 mil toneladas de CO₂ por ano. Outras frentes incluem um gêmeo digital para simular, em tempo real, o comportamento de reatores DAC; o desenvolvimento de materiais adsorventes produzidos a partir de resíduos agroindustriais; e estudos com bombas de calor, que avaliam a redução do consumo de energia elétrica no processo de captura.

O CO2CHEM pesquisa rotas de transformação do CO₂ como matéria-prima para a produção de combustível renovável. Sua planta piloto, jpa comissionada, tem potencial para produzir até 20 litros por dia. O processo da rota principal combina o dióxido de carbono com o hidrogênio obtido a partir da eletrólise da água e prevê etapas de validação do combustível, testes de desempenho e estudos sobre escalabilidade e viabilidade econômica.
Além da rota utilizada atualmente, o CO2CHEM pesquisa alternativas para tornar a produção de combustível mais eficiente. Uma delas é a coeletrólise, que processa vapor d’água e CO₂ em uma mesma etapa para gerar diretamente o gás de síntese utilizado na produção do combustível. Outra frente estuda a pirólise de plasma, na qual o hidrogênio é obtido a partir do biometano antes de reagir com o CO₂. Essa rota tem potencial de reduzir o consumo de energia em até 80% em comparação com o processo atual.

O DAC to Sea é uma iniciativa da Repsol Sinopec Brasil, em parceria com o Porto do Açu, voltada ao desenvolvimento e escalonamento de uma cadeia integrada de produção de e-fuels no Brasil. O projeto combina captura direta de CO₂ do ar (DAC) e hidrogênio renovável com potencial de produção de combustíveis sintéticos como e-MGO, e-SAF e e-nafta, viabilizando uma combinação de produtos de acordo com a demanda do mercado.
A produção de combustíveis sintéticos drop-in para o setor marítimo (e-MGO) será o foco prioritário do projeto, que utiliza a experiência em tecnologias DAC e de conversão de CO2 consolidadas pela Repsol Sinopec e aproveita o ambiente marítimo do Porto do Açu para demonstração operacional. O DAC to Sea se estrutura em três fases: (i) integração das tecnologias em ambiente experimental (Fase 1 – Em andamento); (ii) escala de demonstração no Porto do Açu (Fase 2); (iii) e implantação em escala comercial (Fase 3).
Os três projetos permitem estudar diferentes etapas de uma mesma cadeia tecnológica, da retirada do carbono da atmosfera à avaliação de novas formas de uso. Com isso, a Repsol Sinopec Brasil, com apoio da Cláusula de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da ANP, amplia a pesquisa aplicada em tecnologias de gestão de carbono e reúne aprendizados sobre como essas soluções podem avançar em escala e aplicação na indústria.