Projeto selecionando no Costa Atlântica promove oficina de instalação de fossa séptica
O projeto "Sítio sustentável – permaculturando a APA de Guapimirim", da Associação Cultural Bantus Brasil, realizou, no dia 15 de agosto, oficina de instalação de fossa séptica na comunidade rural da Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim. O projeto, um dos sete selecionados no último edital do Programa Costa Atlântica, promovido pela SOS Mata Atlântica com patrocínio da Repsol Sinopec, visa capacitar as comunidades da APA em técnicas que garantam a sustentabilidade de seus meios de produção de forma harmônica e integrada com a natureza. 
 
A oficina consistiu na instalação de uma fossa séptica no quintal de uma das 30 famílias atendidas pelo projeto e teve como objetivo interceptar o lançamento de esgoto in natura no meio ambiente, evitando contaminação e doenças. O que se via no quintal antes era o acúmulo de água sem qualquer tratamento, esgoto exposto, crianças brincando e animais soltos. 
 
"O saneamento básico é um grande desafio para todos, pois impacta a saúde das pessoas e contamina as águas da Baía de Guanabara. Se todas as comunidades da orla tivessem seu esgoto coletado e tratado, o impacto seria muito reduzido", diz Juliana Fukuda, analista ambiental da APA de Guapimirim. Por serem dispersas umas das outras, as propriedades rurais que estão localizadas na APA não estão conectadas às redes coletoras de esgoto e por isso a fossa séptica como alternativa a rede convencional é tão indicada. 
 
 
O engenheiro agrônomo e Secretário de Planejamento de Magé José Luiz Natal Chaves, foi convidado pela Bantus para ministrar a oficina e ensinar as outras famílias. Segundo o engenheiro, "a tecnologia da fossa séptica é difundida e aceita pelo ministério público, além de ser um sistema de baixo custo e de visual agradável, pois o que se tem é um jardim filtrante". 
 
A fossa séptica é uma estação de tratamento subterrânea formada por pedras, areia e raízes, tendo acima de si um jardim que deve ser composto por bananeiras, lírios ou copos de leite, que são plantas de tecido aerênquima que possuem grandes cavidades preenchidas de ar favorecendo sua sustentação dentro d'água. "O resultado da simbiose entre plantas e bactérias é uma água limpa, imprópria para higiene e cozinha, mas adequada para irrigação, descargas e limpeza", explica Chaves.
 
As primeiras atividades do projeto neste ano foram de avaliação e planejamento dos espaços das 30 famílias que habitam a região. No primeiro semestre foram realizadas oficinas para o cultivo de alimentos com o uso de defensivos naturais e biofertilizantes. Todas as famílias participam das atividades para replicar as técnicas em suas propriedades e compartilham os insumos disponíveis. A ideia é que também possam vender seus produtos, como alface, couve, beterraba, tomate cereja e salsa, conjuntamente para otimizar esforços de transporte e distribuição.